Nº 1360 ano 2020
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Operação Américo Gama da Polícia Civil do Tocantins prende último assaltante da tentativa de roubo a um carro-forte em Pequizeiro

Homem preso é um dos assaltantes mais procurados do Brasil. Nome da Operação é homenagem ao policial militar morto durante o confronto com membros da periculosa Turma dos Pipocas.

Por: Shirley Cruz / Governo do Tocantins
Publicada em: 21/05/2020 9h32min
Atualizada em: 21/05/2020 10h54min
Foto: Divulgação
Operação Américo Gama da Polícia Civil do Tocantins prende último assaltante da tentativa de roubo a um carro-forte em Pequizeiro

 

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC de Palmas), unidade da Diretoria de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), deflagrou na manhã desta quinta-feira, 21, em Guaraí, a operação Américo Gama . Uma ação de busca ou cumprimento de 5 (cinco) mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão em residências nos estados do Tocantins, Pará e Maranhão. A operação é resultado das investigações relacionadas à tentativa de roubo de um carro forte em 24 de outubro de 2019, em Pequizeiro, na região Centro-Norte do Estado, a 252 milhas de Palmas. 

A ação teve o acompanhamento da direção da DRACCO, delegada Cínthia Paula de Lima; coordenação dos delegados do DEIC de Palmas, Emerson Francisco de Moura e Eduardo César de Menezes; apoio tático do Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE) e suporte da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Guaraí, além das Polícias Civis dos Estados do Pará e Maranhão.

Conforme o delegado Eduardo de Menezes, um dos mandados de prisão preventiva é desfavorecido por um dos delinqüentes, que é uma tentativa de assalto ao carro-forte em Pequizeiro. “Foram seis meses de investigação e um complexo trabalho de cruzamento e análise de milhares de dados para identificar ou criminoso presente na cena do assalto, em que época foi possível esquivar do cerco montado pelas forças de segurança na época dos fatos”, explicou o delegado para ressaltar que ou investigado é um dos fundadores da Turma dos Pipocas e assaltante do banco de mais procurados do Brasil.  

Segundo apurado na investigação, em 2015, o investigado foi responsável por outro grande assalto, realizado na cidade de Russas, no interior do Ceará. Ele, junto com os demais Pipocas, avalia um trem-vagão-forte que trafegava pelo Km 20 da BR-116, com destino a Fortaleza. O Delegado relata que uma fuga ou o grupo seguiu para um local e manteve os moradores da propriedade rural por aproximadamente seis horas, até se entregar. Na ocasião, os Pipocas também foram responsáveis ​​por matar um soldado da Polícia Militar do Ceará. Em poder deles, a Polícia encontrou e apreendeu um verdadeiro arsenal de guerra (armas de grande calibre, incluindo dois fuzis AK-47). 

O delegado Eduardo de Menezes informa que, na operação desta quinta-feira, 21, deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins, esta última liderança dos Pipocas foi apresentada na cidade de Belém do Pará e trouxe helicóptero até a cidade de Guaraí. Lá, o criminoso vivia com uma família em um condomínio de classe média alta.

Apoio de Moradores 

Em Guaraí, os investigadores da DEIC de Palmas identificaram uma presença de uma criminosa criminosa tratada por moradores da região, os quais foram responsáveis ​​por dar suporte ao “ Turma dos Pipocas ”, tanto quanto possível para planejar o patrimônio histórico atendido, quanto não diz respeito ao resgate, logo que tomou conhecimento do insucesso da empresa. 

Conforme apurado pela equipe do DEIC de Palmas, os “nativos” foram recrutados pelos assaltantes para que, validando a condição de residentes, contribuído, por exemplo, com seu conhecimento geográfico da localidade, rotas de fuga, locais de fuga na mata (em algum caso imprevisto, como acabou ocorrendo) e viabilizando locais para permanecer no grupo.  

No resgate, o plano era que um dos produtores da região auxiliar da Turma dos Pipocas disponibilizasse um de seus caminhões. Do tipo Baú, ou veículo que serve para transporte de assaltantes e armamento de forma desesperada pelas barreiras policiais montadas. Segundo investigado, na época dos fatos, o fazendeiro, na tentativa de realizar o resgate do bando, chegou a ser abordado por uma das guarnições da Polícia Militar próximo ao local das buscas.   

O Delegado explica, porém, que por ser pessoa influente e conhecida na região, em presença de um causador não suspeito de qualquer suspeita de envolvimento de policiais militares e foi liberado em seguida. “Esse fato explica, inclusive, o plano de pipocas para recrutar moradores da localidade, ou seja, para não despertar nenhuma desconfiança das forças de segurança locais”, ressaltou Eduardo de Menezes. 

Os fatos 

Na época dos fatos, em 24 de outubro de 2019, um grupo de vigilantes de uma empresa responsável por transporte de valores foi abordado por cinco assaltantes, que cercaram ou caminhão cego e passaram a disparar em sua direção. Em meio a troca de tiros, o motorista do veículo cego, propositalmente e de forma perspicaz, causa uma colisão com um caminhão usado pelo grupo de assaltantes, ocasionando ou capotando o veículo conduzido pelo veículo. O que, consequentemente, frustra o assalto. 

Sem deixar como local a ação delituosa, em virtude das avarias na caminhonete, causadas pela colisão com o cego, os assaltantes abordam um lavador, que trafegava pelo local com sua motocicleta. Dois dos criminosos arrebataram o veículo do homem e saíram em direção à cidade de Pequizeiro em busca de um carro que comporta todos os integrantes do bando. Enquanto isso, outros três membros permanecem escondidos no matagal, aguardando o retorno da dupla, período em que o agricultor foi construído e também permaneceu custodiado na mata. 

De posse da motocicleta do agricultor, os dois assaltantes seguem por estradas vicinais da zona rural de Pequizeiro até que se separem com um Fiat Strada ocupado por outro agricultor e seus dois filhos. Para fazer com que a família desembarque no veículo, faça vários disparos na direção do carro. Um dos tiros de fuzil que não atingiram a região da nuca do motorista, porque antes de abrir a barra de ferro localizada atrás, fica à frente da cabeça do banco. 

Depois do subtrair do Fiat Strada, os homens abandonaram a motocicleta e retornaram ao crime local para buscar os outros três comparsas e libertadores ou lavradores. Minutos depois, no entanto, os ativos perdem ou controlam o veículo que acabaram de arrebatar, deixando-os presos às imperfeições de relevo da região. Sem ter como fugir, viram-se forçados a também se refugiarem no mato. 

Nesse momento, a Polícia Militar do Tocantins começou uma perseguição a assaltantes; ação que durou cerca de 15 dias. Uma sequência de eventos criminosos que se deram posteriormente, aliada a toda a atmosfera gerada pelo cerco policial montado, aterrorizou os moradores da região durante esse período. 

O primeiro episódio ocorreu no dia 31 de outubro, no dia de buscas, onde um grupo de policiais militares, interceptou uma tentativa de resgate de cinco assaltantes que naquele momento ainda está se refugiando no meio da mata. A retirada dos criminosos matagais seria feita por dois delinqüentes, também integrantes do bando, que, após a perseguição e troca de tiros, acabaram sendo mortos. 

Como estavam na iminência de resgatar os assaltantes do interior do matagal, a partir do local do confronto, foi possível os procedimentos de monitoramento do perímetro de ônibus mais restrito. Ao passar para uma melhor noção do local de esconderijo dos cinco assaltantes no interior do mato, uma tropa, já no dia seguinte, localizou os conhecidos “ Irmãos Pipocas ”. A dupla era uma das principais lideranças da organização criminosa “ Turma dos Pipocas ”, que ganhou notoriedade nos últimos anos, como sendo um dos principais grupos armados dedicados a ataques patrimoniais contra instituições financeiras e carros cegos de transporte de valores. 

Após uma nova troca de tiros, os dois “ Pipocas ”, antes de serem mortos, terminaram com tiros de fuzil ou sargento da Polícia Militar Deusdete Américo Furtado Gama , que morreu no caminho do hospital.  

Na madrugada do dia 1º de novembro, enquanto as tropas permanecem reunidas na área rural de Pequizeiro, uma agência do Banco Bradesco da cidade foi totalmente destruída por explosivos. O ataque foi realizado por mais alguns integrantes do grupo que compunham ou o grupo responsável pelo suporte logístico à Turma dos Pipocas 

Impossibilidade de aproximar o local de abrigo dos assaltantes em meio ao matagal para resgate ou resgate, por conta do cerco realizado por quase 200 policiais, esse resgate promove provocador de explosão, para chamar atenção e desmobilizar como tropas, como para centro do município. 

No dia 4 de novembro, dois dos três assaltantes que ainda estavam foragidos naquele momento invadiram uma fazenda da região e ordenaram todos os seus funcionários. Depois de 12 dias escondidos no matagal, a intenção dos criminosos era conseguir um carro que permitisse que eles deixassem a cidade. O arrendatário da propriedade rural chegou a ser obrigado a usar seu carro para levar os bandidos até o município de Araguacema. 

No entanto, o logotipo que se separa de uma barreira policial, os dois delinqüentes se dão conta da inversão da mobilização policial montada para descobrir, resolver, logo em seguida, desembarcar o veículo da vítima e retornar à mata. 

Na delegacia, o fazendeiro fez questão de ressaltar que os dois delinquentes estavam bastante preocupados em obter informações sobre as ações adotadas no sentido de identificar as localizações possíveis (blitz) e os dados sobre o paradeiro dos demais comparsas. A vítima destacou ainda que ambos ficaram bastante apreensivos ao saber que um policial militar foi morto por um dos seus companheiros. 

Três dias depois, uma operação de ônibus foi encerrada com o encontro da dupla caminhando pela mata. Após mais uma troca de tiros, terminou também sendo morto. 

Nome da Operação

O nome da operação é uma homenagem da Polícia Civil do Tocantins à Polícia Militar Deusdete Américo Furtado Gama , morto com um tiro de espingarda disparado por um dos irmãos Pipocas no confronto no meio da mata. 

 

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