Nº 1341 ano 2020
Data:

Principal Operação Replicantes


Empresário do Grupo Exata consegue liberdade provisória após dois meses de prisão

Frank – como é conhecido – solicitou revogação de sua prisão alegando problemas de saúde e informando que está disposto a colaborar com as autoridades.

Por: Rafael Miranda
Publicada em: 13/01/2020 18h01min
Atualizada em: 13/01/2020 18h19min
Justiça determinou o pagamento de fiança no valor de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).

O empresário Franklin Douglas Alves Lemes, preso pela Polícia Federal em novembro de 2019, conseguiu nessa segunda-feira, 13, seu pedido de revogação de prisão preventiva. O magnata do ramo gráfico no Tocantins esteve preso na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP) desde a deflagração da operação.

Apontado como membro de um esquema de desvios de recursos públicos através de licitações junto ao Governo Estadual, Frank – como é conhecido – solicitou revogação de sua prisão alegando problemas de saúde e informando que está disposto a colaborar com as autoridades.

Nos autos de seu processo, os advogados de defesa reuniram laudos médicos e psiquiatras apontando tendências suicidas, automutilação e depressão durante seu período no cárcere, solicitando tratamento de saúde fora das dependências da CPPP.

A decisão foi do juiz federal João Paulo Abe estabeleceu a revogação da prisão, a proibição de se ausentar do município por mais de 10 (dez) dias consecutivos, sem prévia e expressa autorização judicial e o pagamento de fiança no valor de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).

Em entrevista ao jornal Primeira Página, um dos advogados da defesa, o criminalista Daniel Gerber, contou que a estratégia que resultou no deferimento do pedido partiu da premissa em colaborar com as instituições, não refutando partes daquilo que já está concreto na acusação do Ministério Público.

Para o advogado, a colaboração do réu será no sentido de não tomar o tempo das instituições envolvidas, assumindo aquilo que é consenso entre as partes. Segundo Gerber, que entrou para o grupo de advogados de Franklin na semana passada, a ideia é dar credibilidade para o trabalho da defesa e do réu

Operação

A Operação Replicantes foi deflagrada pela Policia Federal em 6 de novembro de 2019, e investigou uma organização criminosa atuando na gestão do ex-governador Marcelo Miranda, composta por empresários e agentes públicos, suspeitos de corrupção, peculato, fraude em licitações, desvios de recursos e lavagem de dinheiro.

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