Nº 1372 ano 2020
Data:

Geral Comércio


Confiança do empresário de Palmas despenca no mês de maio

Por: Divulgação
Publicada em: 08/06/2020 11h29min
Atualizada em: 01/07/2020 16h50min

Os empresários de Palmas estão cada vez mais menos confiantes no cenário, conforme demonstrado pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com o Fecomércio Tocantins. Em maio, foi registrada uma variação negativa de 23,7% no seu índice geral. Se comparado ao mesmo período do ano passado, uma variação fica em - 21,8%. O levantamento dos dados foi realizado nos últimos dez dias do mês de abril.

A variação mais negativa foi nos itens que versam sobre a condição atual. Tanto a economia quanto o setor registrou um cenário negativo. 60,5% consideram a economia brasileira pior e 52,1% disseram que o setor pior. Já sobre a sua empresa, 51,1% dos empresários acreditam que a condição atual é a melhor.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, reforça que, assim como aconteceu com os consumidores na última Intenção de Consumo das Famílias (ICF), a percepção ainda mais pessimista dos comerciantes quanto ao nível atual de atividade econômica está diretamente relacionada ao alastramento da crise provocada pela pandemia de covid-19. “Entre as iniciativas para combater o vírus, o isolamento social segue motivando a paralisação de empresas, fazendo com que a grande maioria tenha drásticas reduções em seus faturamentos, com riscos reais de encerrar suas atividades em definitivo”, ressalta Tadros.

De acordo com ele, mesmo com a injeção de liquidez, em diferentes ações, pelo Banco Central, o crédito está “empoçado” no sistema financeiro. “Os bancos ampliaram as provisões referentes à inadimplência, e, com isso, as empresas têm encontrado dificuldades para acessar os recursos. Sem crédito e nenhum tipo de auxílio emergencial, o cenário para os próximos meses é dramático para parte expressiva das empresas do comércio, um dos mais afetados entre os grandes setores da economia”, afirma o presidente da CNC.

A mesma posição é seguida pelo presidente da Fecomércio Tocantins, Itelvino Pisoni. “O crédito deve chegar de fato aos empresários. As empresas estão cada vez mais sentindo os resultados da pandemia. Temos que valorizar a vida das pessoas e das empresas, pois são empresas como molas propulsoras da economia, são elas que geram empregos, renda e também arrecadação para o estado ”, ressaltou.

Mesmo com tudo isso, a força de vontade e o espírito positivo marcam a classe empresarial da capital. Com relação aos próximos meses, uma expectativa ainda é boa. 66,5% acreditam que a economia melhorará, 70,8% que o setor sentirá melhora e 77,4% que as empresas vão melhorar. 61,7% dos entrevistados declararam estar com o nível de estoque atualmente.

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