Nº 1315 ano 2019
Data:

Geral Crime Virtual


Site de vendas online é utilizado como banco de dados para aplicar golpes

Uma das vítimas do golpe de sequestro de WhatsApp em Palmas foi o analista jurídico Luís Carlos Tanaka, de 56 anos, que há cerca de três meses teve seu aplicativo de mensagens invadido por golpistas.

Por: Rafael Miranda/Redação
Publicada em: 10/06/2019 10h42min
Atualizada em: 12/06/2019 16h49min
Foto: Divulgação
Delegada contou que os criminosos estão utilizando o site de vendas online OLX para entrar em contato com as vítimas, coletando dezenas de contatos telefônicos e informações para enganar os usuários.

Em entrevista ao jornal Primeira Página, a delegada Cinthia de Paula, da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) contou que os criminosos estão utilizando o site de vendas online OLX para entrar em contato com as vítimas, coletando dezenas de contatos telefônicos e informações para enganar os usuários, facilitando o golpe do sequestro de WhatsApp.

Uma das vítimas desse em Palmas foi o analista jurídico Luís Carlos Takada, de 56 anos, que há cerca de três meses teve seu aplicativo de mensagens invadido por golpistas.

Luís contou que havia publicado recentemente um anúncio do site OLX sobre a venda de um veículo, contendo seu telefone de contato para possíveis interessados. Momentos depois, uma pessoa se passando por funcionário do site OLX solicitou algumas informações para que seu anúncio não fosse retirado do ar.

Com Luís Carlos, a situação foi a mesma como em vários casos que ocorreram em Palmas. “A pessoa estava utilizando uma foto de perfil com a logomarca da OLX, e nesse momento acreditei que fosse realmente alguém da empresa entrando em contato. Ele solicitou as informações, me passou um link para acessar e foi aí que tudo aconteceu”, informou o analista. 

O golpista passou então a enviar mensagens para diversos contatos da lista de Luís Carlos, se passando por ele e pedindo dinheiro emprestado para conhecidos e familiares. Em cerca de quatro horas de posse do aplicativo, o golpe rendeu R$ 2.400,00, transferidos pelo filho e afilhado de Luís Carlos. O dinheiro nunca foi recuperado.

Luís Carlos contou ainda que um amigo seu ligou para seu telefone perguntando sobre o pedido de empréstimo que ele estava fazendo no WhatsApp, e foi a partir desse ponto que a “ficha caiu”, conforme destacou em entrevista. Luís foi até a delegacia e registou o Boletim de Ocorrência.  

O jornal Primeira Página entrou em contato com a OLX, para buscar esclarecimentos e dicas sobre os problemas que alguns usuários estão enfrentando devido a ação de golpistas.  A empresa esclareceu, inicialmente, que não teve acesso a detalhes do caso, não sendo possível investigar ou tomar as devidas providências. 

“A empresa reitera que sua atividade consiste na disponibilização de espaço para que usuários possam anunciar e encontrar produtos e serviços de forma rápida e simples. A OLX reforça que está sempre à disposição das autoridades para colaborar no que for necessário para a apuração dos fatos. ” 

A nota segue informando ainda que o “objetivo da empresa é que os usuários tenham a melhor experiência possível e, por isso, envia mensagens informativas esclarecendo que a solicitação de códigos de confirmação/códigos de segurança, dados cadastrais e pessoais não é uma prática adotada pela OLX em nenhuma situação. Além disso, a empresa iniciou uma ação de educação para prevenção desse tipo de golpe, enviando alertas constantes para os seus usuários com dicas de como identificar contatos suspeitos em nome da OLX. Esta informação também está disponível nas páginas de ajuda do site, além de outras dicas para o momento da negociação”, finalizou a nota.

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