Nº 1315 ano 2019
Data:

Principal Crime Virtual


Polícia Civil registra 21 casos de sequestro de WhatsApp em Palmas durante o mês de maio

Casos de sequestro de contas de WhatsApp começaram a surgir em meados de 2018, e desde então criminosos tem adaptado novas formas de promover golpes nos usuários do aplicativo mais utilizado em todo Brasil. Confira abaixo a realidade desses casos em Palmas.

Por: Rafael Miranda/Redação
Publicada em: 10/06/2019 10h38min
Atualizada em: 10/06/2019 11h20min
Foto: Divulgação
Atualmente, duas modalidades de aplicação desse tipo de golpe estão sendo utilizadas por criminosos.

Cada vez mais comum no meio digital, o sequestro de contas de WhatsApp tem se mostrado como um caminho para criminosos aplicarem golpes em usuários descuidados, e aqui na Capital a situação não é diferente. Só no mês de maio, a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) registrou 21 casos de cidadãos que tiveram sua conta clonada - e toda a rede de amigos, familiares e conhecidos - expostas na mão de golpistas.

Atualmente, duas modalidades de aplicação desse tipo de golpe estão sendo utilizadas por criminosos. A primeira só se torna efetiva com ajuda do usuário, que repassa – sem ter conhecimento das consequências – informações que permitem que outro usuário tenha acesso a sua conta de WhatsApp.

Em entrevista ao jornal Primeira Página, a delegada Cinthia de Paula Lima, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), informou que muitos dos golpistas estão se utilizando do site de vendas online OLX, para entrar em contato com vítimas e assim ludibriar os usuários para que passem o código de verificação de conta do aplicativo.

“O OLX virou uma espécie de banco de dados para os golpistas. Lá eles pegam os números de telefone, entram em contato com as vítimas informando que elas precisam passar um código que chega via SMS para que seus anúncios continuem ativos no site de vendas. Nesse momento, muitos cidadãos caem na armadilha e passam as informações”.

Sequência

Com acesso a conta dos usuários, os criminosos partem para duas opções: exigem pagamento para liberar o WhatsApp ou então se passam pela vítima no intuito de enganar seus amigos, familiares ou conhecidos, solicitando quantias em dinheiro emprestada. A partir desse momento, o golpe começa a envolver terceiros, algo bastante comum em Palmas, conforme destacou a delegada Cinthia.

“Essa é a modalidade mais comum: pedir dinheiro emprestado para a rede de contatos da vítima e os valores que chagaram a ser repassados variam entre R$ 500,00 indo até R$ 15 mil, conforme casos que estamos apurando aqui na cidade”.

Segundo a delegada, esses casos - muitas vezes - são difíceis de apurar pois envolvem golpistas cuja maioria são de fora do Tocantins, de estados como São Paulo, Ceará e Mato Grosso.

Inclusive, nessa reportagem especial do jornal Primeira Página, foi apurado junto a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) que o envolvimento no esquema de funcionários de operadoras em Palmas está sendo acompanhado pela Polícia Civil.

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