Nº 1315 ano 2019
Data:

Geral Crime Virtual


Criminosos evoluíram formato de roubo de WhatsApp usando brechas nas companhias telefônicas

Em posse dos dados pessoais dos clientes, criminosos ligam para as operadoras solicitando o serviço de portabilidade, que permite transferir uma conta telefônica de uma empresa para outra.

Por: Rafael Miranda/Redação
Publicada em: 10/06/2019 10h49min
Atualizada em: 12/06/2019 16h47min
Foto: Divulgação
Golpista consegue um novo chip contendo o número da vítima e sozinho faz a verificação da conta do aplicativo em seu celular, dando início aos golpes envolvendo a rede de contatos da linha clonada.

De acordo com a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), a segunda modalidade utilizada pelos golpistas para roubar contas de WhatsApp em Palmas é mais rebuscada e não exige descuido por parte do usuário. Utilizando brechas dentro do sistema das maiores operadoras telefônicas do país, criminosos são capazes de sequestrar uma conta a partir de uma simples ligação para a rede de call-centers de empresas como Oi, Vivo, Tim e Claro.

O caminho utilizado é através do serviço de portabilidade, que transfere uma conta telefônica de uma operadora para outra. Conforme explicou a delegada Cinthia de Paula, os bandidos buscam os dados pessoais das vítimas, como endereço, RG e CPF em bancos de dados de empresas ou em publicações na internet, e de posse dessas informações, ligam nas operadoras e conseguem fazer a portabilidade.

A partir desse momento, o golpista utiliza um novo chip contendo o número da vítima e sozinho faz a verificação da conta do aplicativo em seu celular, dando início aos golpes envolvendo a rede de contatos da linha clonada.

Nota

O jornal Primeira Página questionou o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal – SINDITELEBRASIL, para responder sobre as brechas encontradas pelos criminosos no serviço de atendimento dessas empresas.

Em nota, o sindicato informou que “as prestadoras de serviço de telefonia móvel possuem políticas e diretrizes internas voltadas à área de segurança da informação e antifraude, visando sempre à proteção dos dados de seus clientes. Destaca ainda que as operadoras não têm responsabilidade legal ou ingerência sobre os conteúdos e transações feitas nesses aplicativos. ”

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